sf. 1. Aquilo que constitui o indivíduo. 2. Fig. Aquilo que distingue uma pessoa ou coisa.Portanto, a individualidade é uma maneira de se destacar na multidão.
E o que me destaca da multidão?
Não acho que sou estranho muito menos normal demais, sou apenas uma pessoa com hábitos diferentes e prefiro ficar em silêncio, só escutando o que as pessoas falam. As pessoas falam demais, isso é fato, elas não param para pensar no que estão falando e falam tudo que vem na cabeça, e por muitas vezes se arrepende de ter dito algo. Mas ai já é tarde, não é!? Uma palavra dita não dá pra ser desdita.
Gosto do silêncio, do escuro e de pensar. Penso em várias coisas ao mesmo tempo, desde qual filme quero assistir com aquela atriz que eu gosto até o que deve estar acontecendo do outro lado do mundo. Nossa capacidade de pensar nos diferencia dos animais. Gosto de pessoas que pensam diferente de mim, gosto da troca de idéias, de multiplicar o conhecimento. Uma pessoa com opinião própria consegue ganhar destaque na multidão.
Tenho uma sensibilidade enorme para identificar cheiros, som e uma percepção muito desenvolvida. Mas eu também consigo ser bem tapado às vezes, quer dizer, a maioria das vezes. Se eu tenho algum problema? Tenho minhas dores de cabeças constantes. Sou especialista em manipulação de remédios para cefaléia, realmente isso é muito interessante. Quando estou com dor de cabeça parece que o mundo está sobre ela, todos meus problemas aparecem pedindo soluções e eu só consigo pensar em vomitar. Me sinto bem melhor quando vomito, sai todas as coisas ruins de mim, mas é nojento!
Entre os cheiros que eu mais gosto está o cheiro do pêssego, descascar um pêssego é prazeroso pra mim. Quando esbarro na rua com alguém eu tento sentir o perfume dela seja aquele mais caro e aquele típico de R$1,99. Sei que água não tem cheiro, mas eu cheiro a água. Então, é uma cena bizarra! O cheiro de canela é muito bom, o da maçã, da flor cravo, xampu de criança, do perfume Floretta in Rose, gosto do cheiro de grama cortada e de terra molhada. Não gosto do cheiro cigarro, de uma pessoa bêbada, cheiro de coisa velha, do cheiro daquele bichinho fedido, de perfume doce, pós-barba (ai ta explicação por não gostar de fazer a barba), não gosto de sentir qualquer cheiro forte quando estou com dor de cabeça.
O meu maior defeito? Não é um só, são vários! Ser impaciente, estressado, raivoso, desligado, dependente, apressado, quieto, chorão, e muitos outros que eu ainda não consegui descobrir ou aceitar que eles existam.
As coisas que mais amo? Minha família, sem dúvida eles. Eu sou uma pessoa muito ligada com a minha família, tenho uma admiração enorme pelo meu pai, um amor sem limites pela minha mãe e uma dedicação e paciência irreal com meu irmão. A família é tudo, o pilar de sustentação de qualquer pessoa, não vai existir outras pessoas que te amem mais que teus pais e muito menos vais encontrar alguém que possa confiar que teu irmão (há exceções). Diz que a família é sagrada, e assino embaixo! Meu pai é daquelas caras que você pode conversar e se abrir sem medo, contar teus problemas, tuas aflições, tuas angústias, teus amores. O seu Salésio não é fácil não, bom homem, honesto, sincero, batalhador, guerreiro, um exemplo e tanto de homem. Se eu for metade do que ele é, vou dar um montão de orgulho para meus filhos. Já a Dona Isabel, mulher mais doce. Seu amor e sua dedicação pelos filhos refletem num lar feliz, essa é a única mulher que nunca vai me abandonar ou me machucar. Minha mãe é do tipo mãe que protege e que ensina o certo do errado, que não deixa seus filhos seguirem para mau caminho, ela se preocupa com a felicidade das pessoas ao seu redor. Todos os dias quando volto de noite da faculdade está ela lá me esperando, me dá um beijo, me pergunta como foi à aula e se eu quero comer. Poxa, o que mais tenho pra dizer senão for, "Te amo mãe, minha vida!". Ai tem Vicente, projeto de capetinha, o praguinha que não larga do meu pé o dia inteiro, quer saber de tudo o que eu faço, fica me olhando o tempo todo e me imitando. Me pergunta se eu gosto disso. É claro que gosto ter alguém que tem você como exemplo é muito bom, tudo bem que daqui uns anos quando ele crescer vai achar que sou careta, então vou aproveitar essa fase de Vicente, o bonzinho.
Eu senti que precisava fazer um auto-reconhecimento. Por enquanto é isso, até a próxima "Eu, eu mesmo e eu".

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